quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ouro de Itaituba está sendo contrabandeado para a Bolívia

Secretário de meio ambiente e produção Ivo Lubrina faz a denúncia

O secretário de Meio Ambiente e Produção de Itaituba, Ivo Lubrinna de Castro, informou que a produção de ouro da bacia aurífera do Tapajós continua em alta, a despeito de uma série de fatores que têm prejudicado o desenvolvimento do setor mineral na região.

 
Um dos problemas mais graves é a evasão de valores via mercado clandestino de ouro. “Está saindo ouro de Itaituba para a Bolívia”, denuncia o secretário. “O que acontece é que o mercado local não compra ouro que não tenha procedência definida. Como diz o nosso doutor José Antunes, presidente da Amot (Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós), nós temos problema com o chamdo ‘ouro pirata’, extraído, transportado ou comercializado clandestinamente”, complementa Ivo Lubrinna.

O secretário enfatiza que, atualmente, a região trabalha mais com o chamado ouro de filão, não mais com o ouro aluvionar, também conhecido como ouro secundário ou terciário. “Nossas reservas de ouro ainda são volumosas. Mas, na atual realidade, os investimentos são altíssimos. Para se ter uma idéia, nós temos investimentos na região de mais de US$ 15 milhões em projetos de prospecção. O ouro que foi explorado na superfície veio de algum lugar, e é esse ‘algum lugar’ que está sendo procurado pelos pesquisadores”, aponta o secretário.


Ivo Lubrinna também esclarece que, atualmente, pelo menos quatro a seis mineradores de médio e grande portes estão dando andamento a projetos de pesquisa, mas também com documentação pendente de autorização por parte do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM).


“As empresas mineradoras estão trabalhando com prospecção, prevendo produção futura. Mas, para que esse minério possa ser explorado, se faz necessária a participação da União, do Estado e do município. O DNPM expede a PLG, que é a Permissão de Lavra Garimpeira. A Sema (Secretaria de Meio Ambiente) do Estado expede a licença ambiental, mas aí entram o ICM-Bio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) ou o Ibama, que, em muitas vezes, impedem a exploração quando se trata de unidade de conservação como as florestas nacionais”, pontifica.
Fonte: RG 15/O Impacto e Mauro Torres

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